Momento de reflexão – Pirataria nos Games

Lendo uma matéria muito interessante em um portal famoso hoje pela manhã em que um dos assuntos era a pirataria dos jogos me deparei com o depoimento do desenvolvedor de games “Cliff Richards”, criador de jogos como: Democracy e Kudos. Cansado de ver seus jogos pirateados ele lançou a seguinte pergunta em seu blog:
“Por que as pessoas pirateiam meus games?”
Ele obteve as seguintes respostas:
5% – Se consideravam “Piratas” convictos.
95% – Queriam pagar pelos games, mas achava o preço dos jogos muito alto.
Dentre esse grupo dos 95% vários reclamavam da qualidade dos games e da dificuldade de serem adquiridos on-line. Imediatamente o criador ouviu seus fãs e reduziu o preço do game “Kudos 1” de US$ 23 para US$ 9,95 e acabou com o entrave da compra digital.
Essa pequena mudança encheu de entusiasmo o senhor “Cliff Richards” que declarou:
“Ironicamente, a pirataria reduzia meu entusiasmo. Isso vai mudar. Meus games vão se tornar incrivelmente melhores daqui pra frente”.
O caso de “Cliff Richards” nos mostra que a pirataria é um problema mundial, que afeta compradores e produtores. A saída de “Richards” mostra que o preço dos games e sua forma de distribuição tende a mudar no decorrer dos anos.
Isto mostra que acabar com a pirataria é muito mais uma questão de melhorar preços e distribuição de games os tornando mais justos e populares. Uma redução de custos para o consumidor tornaria os produtos mais atraentes e com certeza toda perda na redução seria ressarcida com o aumento das vendas. Claro que não vou entrar em detalhes como o custo da produção e coisas desse tipo e a matemática de lucros dos jogos.
Mas eu percebo no que todas tentativas de dificultar a pirataria foram frustradas e mal sucedidas, o que mostra que uma mudança de postura como a que teve “Richards” poderia ser adotada em larga escala.
Um exemplo interessante deste tipo de tentativa é o videogame nacional “Zeebo”, que tem como único ponto bastante positivo até o momento sua forma de distribuição de jogos: Eles como todos já sabem optaram por um formato de distribuição digital e um baixo custo ao adquirir os games.
Outras alternativas inteligentes que poderiam servir principalmente para series que tem jogos lançados todo o ano como: “FIFA e PES”, era uma fidelização dos jogadores através de um sistema de assinaturas: O jogador pagaria uma quantia baixa por mês, algo em torno de US$ 5 dólares e teria direito as atualizações do game, jogos online e ainda um novo jogo todo ano daquela franquia. Claro sempre deixando a alternativa de sua compra em separado como nos atuais moldes.
A verdade é que a pirataria de games afeta o negocio de jogos, e infelizmente em países como o Brasil ela acontece em larga escala e com alguma razão. Um game original aqui custa algo em torno de 150 a 300 reais, o que é realmente muito salgado para um brinquedo que apesar de algumas lojas não se darem conta…. Este não é um brinquedo elitista.
O ideal era termos preços competitivos para tornar possível o consumo democrático de jogos e suas experiências por todas as classes da população.
Kkkkkkkkkkkkk – Este é apenas um pequeno momento de reflexão sem nenhuma pretensão.
Grande Abraço
O Chefe
P.S – A matéria que me inspirou a fazer este texto é esta aqui: Aprenda a vender no mundo grátis.









































