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nov 2011 28

Fala, galera! Roni postando pra vocês mais uma vez!

Não é segredo para os que me conhecem que gosto bastante das histórias do Batman e estava incrívelmente ansioso para o lançamento de Arkham City, pois bem: outubro passou, novembro está quase de partida e, nesse espaço de tempo, Arkham City foi lançado (X360, PS3), re-lançado (PC) e dois pacotes de DLC foram liberados: Robin e Nightwing. A verdade é que a poeira já pode ter baixado mas ainda existem coisas sendo descobertas sobre o jogo e uma incrível discussão se abriu aos que já viram o final do jogo.

Infelizmente, esta não será uma análise longa e formal: tanto no sentido jornalístico como de desenvolvedor. Já que considero um pouco tarde para isso… O que quero fazer é fazer uma rápida reflexão de tudo que pensei sobre o jogo, quais as últimas novidades e possíveis revelações para o futuro.

Pode parecer estranho, mas ao começarmos a falar de Arkham City precisamos fazer menção à série de quadrinhos dedicada ao universo do jogo que saiu durante os 5 meses que antecederam ao lançamento do jogo. Para os maiores fãs essa série de quadrinhos e necessária se quiserem se aprofundar por completo na história do jogo e entender cada detalhe da trama. A série conta com 5 quadrinhos completos tradicionais, que foram lançados tanto em papel como em versão digital e, até o último que li, 7 episódios digitais, sendo estes bem mais curtos e focando em personagens diferentes dentro do universo.

A história dos quadrinhos liga os acontecimentos entre Arkham Asylum e Arkham City, permitindo o jogador entender como Arkham City veio a ser construída, quem está sendo colocado dentro dela e quem chega primeiro ao local. Pode parecer trivial para muitos, mas saber esses pontos da história ajuda a entender o porquê das coisas serem como são dentro do jogo. A disposição das gangues, suas desavenças e até o poder que cada uma tem.

O jogo em si tem pontos em que é muito parecido com o seu antecessor, Asylum, assim como tem aspectos em que o comportamento do personagem está totalmente diferente. Os três pilares do jogo: combate, furtividade e exploração foram melhorados, sendo uma nova parte, a investigativa, que já existia no jogo anterior porém não era tão desenvolvida foi a que mais cresceu de forma relativa. Passando de um ponto vago ao meio de tantas outras features para uma função que possui mini-histórias próprias.

O combate e o ação furtiva do jogo fizeram o esperado: mantiveram a forte base que construíram no primeiro jogo e adicionaram ainda mais movimentos para ambos as gameplays. A mais notável das mudanças é que agora até 3 inimigos podem atacar o jogador ao mesmo tempo e é possível utilizar quase todas os apetrechos durante as lutas. Na parte furtiva a visão de detetive foi melhorada a ponto de não estragar mais o jogo mostrando todos inimigos em um raio gigantesco de distância além de ampliar o arsenal de movimentos que o Batman pode executar.

Uma das partes da gameplay que mais mudou foi a exploração, agora feita muito mais interessante com a adição da planagem, o jogador pode pular do topo de prédios e usar sua capa para planar pela cidade, entretanto se fosse só essa a única função ela não mudaria muito do primeiro jogo. Agora o jogador pode se jogar para ganhar momento e então reabrir a sua capa em plena queda livre pra subir novamento pelo ar e não precisar para de voar, chegando mais longe além de muitas outras mudanças.

Além de todas essas adições ao jogo, o jogador ainda pode controlar Mulher-Gato durante a história, ela pode fazer tudo que o Batman pode fazer, só que do seu próprio jeito. Ao invés de planar, a Mulher-Gato pode escalar paredes e andar pelo teto. A maioria dessas novidades pode ser vista no longo vídeo abaixo:

Sendo um acompanhador das histórias do Batman, posso dizer que a história do jogo é fantástica e quebra diversos tabus do universo do jogo, apresentando diversos vilões em uma mesma situação e ainda mantendo tudo extremamente coerente. O mistério do jogo é qualquer coisa exceto óbvio e com certeza irá surpreender o jogador ao final. A beleza dessa surpresa está no fato de que o jogo nunca esconde do jogador a verdade, apenas a faz difícil de ver, dando constantes dicas da verdade. Mas ainda sim, é muito difícil descobrí-la até chegar lá.

Além da história principal, que levou para mim cerca de 14 horas no modo difícil em minha primeira vez, o jogo conta com 9 casos alternativos que o jogador deve resolver que pode envolver tanto outros super-vilões como inocentes ou outros heróis dentro do universo. Os enigmas do Charada estão especialmente extensos e a adição de reféns à situação para obrigar Batman a jogar seu jogo é ainda mais divertida.

Fora do modo história o jogador pode colecionar uma infinidade de troféus de personagens, que são muito mais do que o jogo anterior, ou entrar no modo desafio, chamado de ‘A vingança do Charada’. Ele é parecido com as salas de desafio do primeiro jogo, sendo que o jogador pode lutar contra inimigos em ondas cada vez mais difíceis e variadas ou enfrentar inimigos armados que requerem que o jogador se utilize de furtividade. Existe ainda o novo modo ‘Campanha’ que mistura três mapas de desafio diferentes, podendo alternar entre combate e ação furtiva, e o jogador é obrigado a usar modificadores (que podem deixar o jogo mais difícil ou mais fácil) neles. Um exemplo de modificador seria um que deixa o jogador extremamente ferido, morrendo em um único golpe, outro seria um aonde ele pode quebrar escudos de metal com as próprias mãos.

O legal é que o jogador pode escolher jogar com diversos personagens nesses desafios, e o mais legal é que cada personagem conta com um arsenal de movimentos, habilidades e apetrechos diferentes. No lançamento do jogo era possível jogar com o Batman e a Mulher-Gato, porém dois pacotes de DLC foram liberados, o do Robin e o do Asa Noturna (Nightwing). Você pode conferir vídeos dos dois personagens abaixo:

Robin DLC Trailer:

Nightwing DLC Trailer:

É importante lembrar que cada pacote de DLC vem com dois mapas para serem jogados na ‘vingança do Charada’.
Em relação ao futuro do jogo, existe muito especulação, algumas revelações e muita expectativa. O que se sabe até agora é que um novo pacote de mapas será lançado dia 20 de dezembro, ele provavelmente irá conter um mapa dentro da Bat-Caverna original.

Kevin Conroy, a lendária voz do Batman, deixou escapar em uma entrevista que ele sabe que o plano de marketing para Arkham City é o de um jogo contínuo, aonde haverá futuros episódios que o jogador poderá comprar separadamente para jogar mais histórias e possívelmente até em lugares diferentes dos mostrados no jogo original. Sefton Hill, diretor do jogo, quando indagado sobre a questão deixou somente escapar um sorriso e o comentário de que não pode comentar nada a respeito de DLC com história para o jogo no momento.

Sinceramente, eu mesmo estaria muito interessado em jogar uma história com o Robin ou a Asa Noturna e acho que daria pra ganhar muito dinheiro com esse lance de episódios. Eu não me importaria de pagar 3~5 dólares por um episódio de 4~5 horas de jogo a cada 2 ou 3 meses. Mass Effect 2 provou que DLC com histórias relevantes podem fazer muito sucesso com o o seu próprio DLC ‘The Arrival’, afinal de contas ! O que acham ?

Até mais pessoal !

Roni

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4 Comentários

  1. O Chefe disse:

    Que baita post.

    Esse Batman pelo visto supera em tudo o anterior e com certeza deve ser o melhor jogo de "super-heroi" feito para consoles.

    Compra certa.

  2. @fahrofafa disse:

    A espera do meu, que não chega nunca! Se realmente superar o primeiro e parece que vai. Realmente será o melhor de todos. Nunca um jogo de super-heroi foi tão bem explorado.

    O mundo batman sempre teve tudo para dar certo nos games, mas até então não era dada devida atenção e qualidade que esses dois últimos mostraram.

    Parabéns pelo post.

  3. Moro disse:

    Ótimo post como sempre Roni.

    Sempre fui cético ao "mundo" de super heróis ser adaptado para games. Não por culpa dos personagens, longe disso e sim pelas escolhas dos game designers e das desenvolvedoras caça niqueis.

    Batman Arkham Asylum como apenas game não foi a primeira exceção quanto a isso, mas ainda sim acredito que ele seja um marco no segmento, não tive a oportunidade de jogar o Arkham City, mas por tudo que vi e li sobre o mesmo, estamos sendo apresentado ao inicio de uma "franquia" de jogos acima de média não só do personagem Batman mas si de super heróis no geral. Estamos só no inicio, muita coisa legal vai aparecer.

  4. Diego disse:

    Ojogo parece bacana ser bacana demais, e realmente reinventa um pouco alguns conceitos atuais, entretanto por mais unico que seja o universo de Batman creio que a produtora devia investir em títulos com outros heróis de agora em diante, preservando um pouco a imagem criada por Batman AA.

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